Estou aqui a ouvir os Psychadelic Furs - Ghost In You e espero por um sinal teu. Não um sinal de retorno (Deus me livre) mas um sinal de humanidade. Que não me desiluda. Sabes como sou cor de rosa nestas alturas. Não queria nada ver que me (des)gastei por alguém tão... tão pouco.Acho mesmo que isto é mais auto estima do que outra coisa. Nisto do desencanto, há sempre dor e não suporto a dor. O que te queria pedir é que não me lixasses. Como ? provando que não foi tudo em vão, que tudo o que dei foi bem direccionado, que não foi entregue a uma pessoa sem princípios. Sem carácter. Porque sabes, quando a paixão se vai, as coisas são mais límpidas e o que vejo, sem os oculos cor de rosa, não me agradam. O que vejo, sem a tal hormona que faz o coração palpitar, não gosto...mesmo nada.
O mau da paixão é este. Há o desencanto. Tenho medo do desencanto. Sempre tive. É disso e da falta do controlo que a paixão traz. Quando a vontade de pedir é maior que a consciencia de que certas coisas não se pedem. A coisa devia acabar como começa. Com sorrisos e calma. Com empatia. No bom e no mau.
Eu sei, estou me a dispersar. Defeito meu que adoro. Sabes o que adoro também? quando dessas dissertações se fazem grandes histórias cheias de dramas anedóticos. Sabias? já me viste em publico? já me viste com os meus amigos? não...
Vamos ao que interessa. Deixa me ter uma boa memória tua. Memória de alguém que me foi especial. Não o faças por ti, fá-lo por mim e por tudo o que te dei. Fá-lo pela negação que teimo ter de que seria impensável entregar me (tanto) a alguém tão.... oposto ao que pensava?
Porque o carácter também (ou substancialmente) define se quando a coisa acaba. Há de ter respeito pelo luto do outro. Há o silencio que sara as feridas provocadas pelo outro e que lamentamos (tanto) e que queremos que sarem. Porque demos o nosso melhor e o nosso melhor não chegou e lamentamos e calamo-nos e afastamo-nos. Não há culpas. Há acasos. Há a falta de encaixe que aparece nem sei de onde e não sei porquê. Um dia acordas e pufff, tudo o que digo irrita, tudo o que faço está errado, e é um stress e para stress já basta a enchente no algarve .
Sê um homem... vá lá...
terça-feira, 12 de Agosto de 2008
segunda-feira, 21 de Julho de 2008
Cartas de amor

Apetecia-me escrever uma carta de amor. Faz tempo que não escrevo nenhuma. Faz tempo que não tenho quem a receba. Mesmo assim, escreveria uma carta de amor. Só porque amo, só porque não quero deixar de amar. Escrevi postais, bilhetes e cartas. Sempre me deu um enorme prazer escreve-los. Hoje farei o mesmo. Ficará à espera de uma morada.
quarta-feira, 9 de Julho de 2008
O homem ideal (perfeito ou lá o que é) existe sim. Se fores tontinha, lerda e estagnada. Pouco provável amares a vida toda alguém. Porquê? porque vais crescendo e o outro tb e só por milagre os dois crescem na mesma direcção. E depois há a paixão (ho lá lá... a paixão) que nada tem a ver com o amor mas que corroi a alma e o corpo fazendo com que mais nada exista (nem mesmo o quiduxo que é perfeito). Justo? nada!
De duas uma, ou vais engolindo em seco e resistes aos lábios saborosos que prometem o ceu e ficas com o teu mais que tudo (mais que nada) ou vais pulando a cerca de quando em vez, mas sempre com o sono leve e a consciencia pesada... mais pesada que o dedo anelar.
Faço sentido?
De duas uma, ou vais engolindo em seco e resistes aos lábios saborosos que prometem o ceu e ficas com o teu mais que tudo (mais que nada) ou vais pulando a cerca de quando em vez, mas sempre com o sono leve e a consciencia pesada... mais pesada que o dedo anelar.
Faço sentido?
terça-feira, 8 de Julho de 2008
As quatro Belas-Adormecidas
Ou os saldos e a praia afastaram as autoras deste blog, por tempo indefinido ou, já ninguém posta ou aposta neste blog.
terça-feira, 1 de Julho de 2008
A Mentira
Farto-me de mentir.
Minto por piedade.
Minto por compaixão.
Minto para não verbalizar a tristeza dos outros e às vezes a minha.
Então quando perguntamos «estás bem?» e o outro nos responde «sim», aquele sim que até quer dizer que não.
Eu, também digo quase sempre que estou bem. Mesmo quando, nem por lá ando perto.
Disse que estava bem quando perdi o meu umbigo, disse que estava bem quando senti vergonha pelos outros, disse que estava bem em todas as minhas partidas, disse que estava bem quando o espelho reflectia metade de mim.
Digo quase sempre que estou bem.
Às vezes, calha ser verdade.
Minto por piedade.
Minto por compaixão.
Minto para não verbalizar a tristeza dos outros e às vezes a minha.
Então quando perguntamos «estás bem?» e o outro nos responde «sim», aquele sim que até quer dizer que não.
Eu, também digo quase sempre que estou bem. Mesmo quando, nem por lá ando perto.
Disse que estava bem quando perdi o meu umbigo, disse que estava bem quando senti vergonha pelos outros, disse que estava bem em todas as minhas partidas, disse que estava bem quando o espelho reflectia metade de mim.
Digo quase sempre que estou bem.
Às vezes, calha ser verdade.
sexta-feira, 27 de Junho de 2008
OFF TOPIC
às vezes apetece me ser tão chata, mas tão chata que as pessoas queiram sair de perto de mim sei lá, um dia inteiro. Apetece ser uma seca tão grande que sinta um pouco a solidão que de outra maneira não consigo sentir (e como eu gostaria de a sentir)
Trapos e sapatos
Eu adoro roupa! Sapatos então nem se fala...
Tinha um ex-namorado que cada vez que olhava para os meus pés dizia: "Outros?". Homem não entende a necessidade feminina de ter mais que um par de sapatos e dúzias de malas para condizer como manda a etiqueta, se bem que tenho um amigo que adora passar pela montra da Vicini e apontar-me os seus modelitos de sapatos femininos que mais gosta e não é gay.
Eu sou "obrigada" a andar mais que arranjada e imaculada, acaba por ser para os outros, pois sou um "cartão de visita" e é uma falta de chá aparecer de calças de ganga e havaianas á frente dos clientes.
Contudo, arranjo-me para mim própria!Sobe-me o ego,alimenta-me o bom humor e como eu adoro fazer sessões de pseudo-shopping com a Hortelã-pimenta. Sem sombra de dúvidas,são umas tardes bem passadas.
Dá-me gozo sair de casa olhar para o espelho e gabar o reflexo que o mesmo me dá, ver gajas róidas e verdes de inveja cada vez que saio á rua e levo um modelito novo e ainda me dá mais quando uma certa senhora me apelida de "cabra" e "giraça", quando me vê produzida.
Tenho um amigo que me diz que a minha "matéria-prima" não tem fim e que eu tenho de a aproveitar ao máximo.
Tinha um ex-namorado que cada vez que olhava para os meus pés dizia: "Outros?". Homem não entende a necessidade feminina de ter mais que um par de sapatos e dúzias de malas para condizer como manda a etiqueta, se bem que tenho um amigo que adora passar pela montra da Vicini e apontar-me os seus modelitos de sapatos femininos que mais gosta e não é gay.
Eu sou "obrigada" a andar mais que arranjada e imaculada, acaba por ser para os outros, pois sou um "cartão de visita" e é uma falta de chá aparecer de calças de ganga e havaianas á frente dos clientes.
Contudo, arranjo-me para mim própria!Sobe-me o ego,alimenta-me o bom humor e como eu adoro fazer sessões de pseudo-shopping com a Hortelã-pimenta. Sem sombra de dúvidas,são umas tardes bem passadas.
Dá-me gozo sair de casa olhar para o espelho e gabar o reflexo que o mesmo me dá, ver gajas róidas e verdes de inveja cada vez que saio á rua e levo um modelito novo e ainda me dá mais quando uma certa senhora me apelida de "cabra" e "giraça", quando me vê produzida.
Tenho um amigo que me diz que a minha "matéria-prima" não tem fim e que eu tenho de a aproveitar ao máximo.
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